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Mergulho para viajar na história e explorar a vida marinha

mergulho

Crédito da foto: Aicá Diving

Em 1939, o mundo assistia à eclosão da Segunda Guerra Mundial, que mergulhou dezenas de nações em um profundo conflito. Mas um sobrevivente atravessou o Oceano Pacífico para contar essa história debaixo das águas do litoral nordestino! Gonçalo Coelho, como veio a ser chamado, é um navio de desembarque de tropas, que pertenceu à marinha norte-americana e foi utilizado durante operação militar no Japão, em 1944.

Na década de 1970, a embarcação foi comprada por uma empresa brasileira para transportar cargas entre Recife e Fernando de Noronha e, somente em 1999, o sexagenário encerrou suas atividades, vindo a naufragar a 14 quilômetros das piscinas naturais da praia de Porto de Galinhas, no balneário pernambucano. “Quando cheguei em Ipojuca, ao fazer o mergulho pelo mar, lembro de ficar fascinado com a beleza da diversidade de espécies marinhas e com os navios afundados”, conta Michel Russi, um suíço radicado no Brasil há 18 anos.

O Gonçalo Coelho e outros navios, afundados a uma profundidade entre 32 e 35 metros para servir como um recife artificial, podem ser explorados com a atividade de mergulho, um atrativo bastante procurado no destino e que pode ser praticado por intermédio da Aicá Diving - Escola e Operadora de Mergulho, dirigida por Michel Russi. A empresa é a única da região a ser certificada pela ABTN/INMETRO em gestão de segurança para o turismo de aventura, contando com o apoio de entidades locais como o Porto de Galinhas Convention & Visitors Bureau. “Oferecemos cursos para todos os níveis de mergulho e emitimos certificados”, ressalta o profissional.

O passeio subaquático custa R$ 320, para mergulhadores experientes e com certificados, e dá direito a dois mergulhos diurnos, além de lanche. Equipamentos extras podem ser alugados por R$ 30 a R$ 40 cada. Nesta modalidade, é possível desbravar navios naufragados e adentrar em certos compartimentos de embarcações, além de observar, por exemplo, as âncoras de quatro metros de um Galeão coberto por esponjas e corais, naufragado misteriosamente há mais de 300 anos. “A fauna que se aglomera ao redor dos navios é extremamente rica pelo grande número de tartarugas, arraias, meros – um peixe que pode chegar a pesar 200 kg – e outras espécies”, destaca Russi. 

Os aventureiros inexperientes têm a chance de praticar o batismo, uma modalidade com instrução teórica e prática, pelo valor de R$ 250. Porém, só garante o direito de mergulhar em uma profundidade de seis a oito metros. “É um passeio de 40 minutos. Primeiro, o guia e os alunos vão a um lugar raso onde o turista aprende como se comportar e respirar debaixo d’água”, explica o instrutor suíço. Antes da prática, é necessário responder um questionário sobre as condições de saúde, preencher um termo de responsabilidade e participar de uma aula teórica em sala de aula.

De acordo com Michel Russi, o período ideal para o mergulho no local é entre os meses de outubro e março. Recomenda-se reservar a prática com antecedência, de preferência antes de se hospedar no destino. A Aicá Diving - Escola e Operadora de Mergulho está situada na Rua Beijupirá, número 1001. Para saber mais sobre passeios e cursos ministrados, acesse o site http://www.aicadiving.com.br/.

 



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